Quinta-feira, Agosto 27, 2009

Seminário - CDMA 450MHz - Tecnologia, mercado e aplicações


Seminário - CDMA 450MHz - Tecnologia, mercado e aplicações

Dados do Evento:
Datas:
10 de Setembro de 2009

Local:
Mercure Grand Hotel Ibirapuera - São Paulo - SP

Duração:
1 dia

Público Alvo:
Executivos das operadoras de telefonia fixa e móvel, provedores de internet, executivos da Anatel, Ministério das Comunicações e indústria. Empresas rurais e demais interessados em telefonia rural.

O Evento:

No dia 24 de julho o Ministério das Comunicações publicou a tão esperada portaria que estabelece as diretrizes do Programa Nacional de Telecomunicações Rurais, consolidando assim a intenção do governo de fazer com que as empresas de telecomunicações expandam a oferta de voz e dados para as áreas fora dos centros urbanos, usando a faixa de 450MHz a 470Mhz.


O CDMA 450MHz tem alguns trunfos, como a capilaridade da tecnologia, presente em 75 países, 125 operadoras, totalizando 120 milhões de assinantes, e é o menor custo de infra-estrutura.

Uma única estação radiobase (ERB) é capaz de cobrir uma área de 50 a 60 quilômetros, dependendo da topologia local. Para “iluminar” esse mesmo raio seriam necessárias três ERBs GSM 800MHz ou 12 ERBs GSM 1800/1900 MHz ou 16 ERBs para a faixa de 2100 MHz. Outra vantagem da tecnologia é que é a única entre as concorrentes capaz de evoluir para o 1xEVDO revisão A, tecnologia “top de linha” em termos de terceira geração, com downloads de 3,1 Mbps e uploads de 1,8 Mbps. O CDMA evolui também até a Revisão B, com 14,7 Mbps no download e 5,4 Mbps no upload.
O programa deve ter início em 2010, com a intenção de cobrir toda a área de prestação de serviços em até 5 anos, sendo que todas as escolas públicas rurais situadas na área de prestação devem ser atendidas gratuitamente com banda larga.Existe a necessidade de “limpar” a faixa dos 450MHz, atualmente ocupada pelos serviços de retransmissão e circuito fechado de televisão; serviços móveis especializados; serviço limitado móvel privativo, radio taxi, serviços da Infraero, entre outros. A Anatel já iniciou quatro consultas, uma mudando a canalização e as condições de uso dessa freqüência e outras três realocando em outras faixas os serviços que usam atualmente essa faixa de espectro.
Considerando a relevância desse assunto, a Network Eventos, com o apoio do CDMA Development Group (CDG) realizará na cidade de São Paulo o Seminário CDMA 450 MHz – Tecnologia, Mercado e Aplicações.
Para mais informações e inscrições, clique aqui.
**ASSOCIADOS ABRATER TÊM 20% DE DESCONTO NA INSCRIÇÃO PARA O EVENTO **

Programação Temária Proposta:

08h30
CREDENCIAMENTO

09h00 – 09h30
Cerimônia de Abertura
Representante do Ministério das Comunicações*
Representante da ANATEL*
Antônio Eduardo Ripari Neger – Presidente – ABRATER confirmado
Eduardo Fumes Parajo – Presidente - ABRANET confirmado
Luis Cuza – Presidente da TELCOMP*

09h30 – 10h00
Palestra de Abertura:“CDMA 450: Panorama mundial e perspectivas para o futuro”.
Celedonio Von Wuthenau – Chairman paraAmérica Latina - CDG confirmado

10h00 – 10h30
Intervalo – Coffee Break

10h30 – 11h30
Painel 1: “Vantagens e Aplicações de Tecnologia”.
Representante QUALCOMM
Representante ZTE

11h30 – 12h10
Painel 2: “A Faixa de 450Mhz e a Universalização”.
Átila Augusto Souto – Diretor de Serviços e de Universalização de Telecomunicações – Ministério das Comunicações confirmado
Ricardo Itonaga – Gerente Geral de Planejamento e Contratação de Obrigações – ANATEL confirmado

12h10 – 13h30
INTERVALO PARA ALMOÇO

13h30 – 14h30
Painel 3: “CDMA 450: A Visão das Operadoras”.
Alain Riviere – Diretor de Regulamentação – OI*
Ayrton Capella Filho – Diretor de Assuntos Regulatórios – EMBRATEL*
Marcos Bafutto – Diretor de Assuntos Regulatórios – TELEFONICA*

14h30 – 15h30
Painel 4: “Modelos de Negócios Possíveis e Operadoras de Infraestrutura”.
Celedonio Von Wuthenau – Chairman para América Latina – CDG confirmado
Luiz Claudio Rosa – Consultor especializado confirmado
Marcos Oliveira – Gerente de Engenharia do Espectro - ANATEL*

15h30 – 16h00
Intervalo – Coffee Break

16h00 – 16h30
Palestra: “A Faixa de 450 MHz no Brasil: Regulamentação e Atendimento a Demanda”.
Maximiliano Salvadori Martinhão – Gerente Geral de Certificação Engenharia do Espectro – ANATEL confirmado

16h30 – 17h30
Painel 5: “A Faixa de 450Mhz no Brasil: Regulamentação e Atendimento a Demanda”.
Representante QUALCOMM
Representante ZTE

17h30 – 18h30
Mesa Redonda: “A Faixa de 450 Mhz nas Áreas Rurais do Brasil”: O IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO
Antônio Eduardo Ripari Neger – Presidente – ABRATER confirmado
Eduardo Fumes Parajo – Presidente - ABRANET confirmado
Luis Cuza – Presidente – TELCOMP
Representante MINICOM*

18h30
ENCERRAMENTO

*Aguardando confirmação (este programa pode sofrer eventuais alterações).

Terça-feira, Agosto 18, 2009

Defesa do SCM domina consulta sobre uso da faixa de 450 MHz



Grande parte das contribuições à consulta pública sobre a destinação da faixa de 450 MHz defende que o acesso à banda larga nas áreas rurais do país seja feito preferencialmente pelas operadoras com licença de SCM, especialmente, os pequenos provedores de internet.

É uma frente nova de disputa, uma vez que o desenho sugerido até aqui tanto pela Anatel quanto pelo Ministério das Comunicações é o de privilegiar a atuação das operadoras móveis.

A ideia do Minicom, inclusive, é replicar o artifício usado no leilão das frequências 3G, no qual as teles foram favorecidas com licenças mais baratas, mas assumiram a obrigação de levar a telefonia móvel a todos os municípios do país.

Em geral, a lógica que sustenta a maior parte dos argumentos é que as autorizadas de SCM estão capilarizadas pelo país, o que seria uma vantagem inclusive técnica, conhecem melhor a realidade local e estão próximas dos usuários.

Assim, os principais pontos elencados em defesa do SCM são:

1) As operadoras de SMP e STFC irão prover os serviços em cima de suas licenças de SCM, logo não há lógica em alijar os autorizados de SCM do processo;

2) As operadoras de SCM tem muito mais capilaridade e podem promover a inclusão digital mais rapidamente e com custos mais baixos para a população;

3) A exploração em caráter secundário não condiz com as operadoras SMP e STFC, pois elas tem como princípio oferecer serviços em faixas primárias, logo, nestas condições dificilmente farão grandes investimentos nestas faixas.

Nessa linha, a Associação Brasileira de Telecomunicações Rurais (Abrater), entidade que reúne usuários, empresas instaladoras e de engenharia de sistemas de telecomunicações rurais, faz uma avaliação técnica da instalação dessa nova rede rural.

A entidade sustenta que não se pode considerar que uma estação radio base seja capaz de atender raios de 50 km no interior do país, especialmente sem a construção de infraestrutura adicional na propriedade rural receptora.

“O país não é plano. O morfologia da ocupação das regiões não é uniforme. É evidente que em boa parte dos casos será necessária a construção de torres, edículas ou instalação de antenas externas nas propriedades rurais. Regiões como por exemplo o Sul do Estado de Minas Gerais, de relevo montanhoso, demandarão intensamente este tipo de infra-estrutura adicional”, diz a entidade.

“A prática demonstra que os arranjos produtivos locais hoje existentes na instalação e manutenção de sistemas celulares fixos, rádios monocanais e terminais de Internet SCM satelitais ou via rádio (2,4 GHz ou 5,8 GHz) convergem para pequenas empresas locais próximas ao usuário rural”, defende a Abrater.

Como se vê, argumentos não faltam para uma aposta no SCM, entendido principalmente como um serviço de pequenos provedores, espalhados pelo país – há 1400 deles. Mas com o Ministério das Comunicações tentando realizar os leilões ainda em 2009, parece difícil acreditar numa mudança de orientação da política.